Aves das zona ribeirinha/estuário/costeira

------------------------ Em construção ------------------------

  • Alcatraz Morus bassanus
  •  Abibe   Vanellus vanellus

           

(Identificação - Adulto)

Coroa: preta e branca (Crista mais longa nos machos que nas fêmeas) --   Olhos: pretos -- Parte superior: preto com tons de verde, dourado, azul e vermelho (dependendo do enquadramento solar entre observador/ave) -- Uropígio: branco -- Cauda: Preta, tons de verde e branco -- Infracaudais: tons de cantanho -- Garganta: preta e branca (Preto mais acentuado nos machos) Peito: preto -- Abdómen: branco -- Bico: preto -- Patas: tons de rosa.

 Ave do tamanho de um pombo-doméstico mas com as patas mais compridas. Quando descança, por vezes, apoia-se apenas numa pata e fica com aspecto atarracado, mas quando se alimenta ou permanece alerta, parece bastante elegante. Tem cerca de 200g. e é um invernante comum no  Concelho de Mafra.Quando observado raramente se encontra sózinho, e, normalmente surge em bandos entre 10 a 100 indivíduos. Procuram campos de cultivo, restolhos, prados, terrenos alagados, vacarias, represas de águas, enfim, todos os lugares que possam ser fonte de alimento particularmente, minhocas e insectos. Os melhores locais para ser observados é na freguesia de Santo Isidoro, Encarnação, ou mesmo em Mafra particularmente na Tapada Militar junto aos campos e pistas de treino onde existe a biodiversidade necessária para aí gerirem o seu quotidiano. tem um voo bastante elaborado, rápido e directo. A permanência nos mesmo lugar durante alguns dias depende do aparecimento de predadores.Um dos aspectos interessantes na observação destas aves, consiste nas lutas que surgem entre alguns indivíduos  na altura em que se alimentam, revelando-se verdadeiros acrobatas com pequenos saltos e piruetas. Quando em grupo, por vezes são extremamente ruídosos, e, não permite aproximações em campo aberto, sendo a melhor opção para observar estas aves o uso de binóculos, ou então a camuflagem.

  •  Borrelho-coleira-interrompida Charadrius alexandrinus
  •  Borrelho-grande-de-coleira Charadrius hiaticula

        

 (Identificação-adulto)
 
Coroa:  preta  e castanho com pequena listra superciliar branca  --  Bico: laranja e preto  --  Parte superior: dorso castanho  --  Uropigio: castanho  --  Cauda: Preta e castanho  --  Garganta:branca  --  Coleira: preta  --  Peito: branco  --  Abdómen: branco  --  Patas: tons de amarelo e laranja
 

Limícola comum na costa da Ericeira, mas pouco representada. Geralmente alguns indivíduos passam cá o inverno, outros poderão ser observados mas em migração, especialmente em Agosto ou em Abril. Discreto, e apenas activo na baixar mar, passa grande parte do tempo nas plantaformas rochosas até então submersas em busca de invertebrados. Quando descansam, permanecem  imóveis numa pata e com a cabeça virada para trás aninhada no dorso, mas, ao serem incomodados  costumam correr, e, ao levantar voo, emitem vocalizações agrádaveis fazendo lembrar assobios melódicos. Com uma forma rechoncuda e um peito robusto, têm cerca de 20 cm, pesam cerca de 65g e  possuem um voo directo e rápido com mudanças bruscas de direcção. Podem ser observados na praia de São Sebastião, Matadouro, Empa ou Ribeira d’Ilhas, locais onde se confundem com a cor das algas e rochas.

  • Borrelho-pequeno-de-coleira Charadrius dubius
  • Cisne-mudo Cygnus olor 

Ave aquática de grande dimensão (± 150 cm), com pescoço longo e bico laranja com preto na base. É uma ave muito rara em Portugal, e a ave fotografada foi vista na Foz do Lizandro de 11 a 15 de Março de 2009, dia em que escrevo este artigo. Mais uma vez benefeciei da informação desta ave a partir de um morador do local. Oriundo do centro e Noroeste da Europa, no nosso concelho surge como migrador de passagem. A sua paragem por cá, deve-se ao facto do nível da água do rio estar muito baixa, pois com o auxilio do seu longo pescoço, alimenta-se de vegetação aquática submersa que tanto aprecia. Mais uma vez esta área do concelho é permeada com a presença de uma ave que, segundo a memória de alguns moradores, a ultima observação ocorreu à cerca de 15 anos. Observar esta ave a levantar voo é um dos momentos mais interessante do quotidiano desta ave, ou seja, um ruidoso batimento de asas, ao mesmo tempo que elabora um hábil patear sobre as águas durante cerca de 20 metros.

  • Combatente Philomachus pugnax
  •  Corvo-marinho Phalacrocorax carbo

Ave aquática comum no nosso concelho desde meados de Setembro a fins de Março. Todos os indivíduos que cá invernam é na foz  do Lizandro que costumam passar grande parte do seu quotidiano, podendo alternar com saídas para o alto mar, ou em direção ao interior, seguindo sempre ao longo do rio. Passam grande parte do tempo com as asas abertas à beira de água ou em cima de um rochedo. A sua dieta consiste em peixe. Observar esta ave na foz do lizandro, terá de ser ao longe, pois apenas permite aproximações até cerca de 50 metros. Ocorre ainda na baixa mar ao longo das praias, sendo a praia da  empa a mais visitada. Mede cerca de 87 cm e os adultos são de cor preta em tons de verde, os imaturos e juvenis de castanho e o abdómen branco. Ambos apresentam bico em tons de amarelo e olhos verdes. Este ano estão a invernar no nosso concelho cerca de 13 aves, e podem ser observados a mergulhar ao logo do rio Lizandro enquanto se alimentam.

  •  Fuselo   Limosa lapponica
            
 
 (Identificação - adulto)
 
Eis uma das aves desconhecida no Concelho de Mafra, mas que oferece ao observador uma característica fundamental: um bico comprido, fino e ligeiramente curvado para cima. Inconfundível, é certamente um bom exemplo das adaptações das aves ao longo dos tempos na busca de alimento, quer seja no lodo, quer seja nas águas costeiras pouco profundas e calmas à procura de invertebrados.É na baixa-mar que se mantém activo, tal como algumas limícolas que invernam na Ericeira, e, partilha a busca de alimento com a actividade humana (apanha de marisco), acompanhando a descida e subida das marés. Quando descansam, permanecem imóveis sore uma pata. Podem ser observados nas praias da Ericeira entre Setembro e Abril, especialmente nas praias de São Sebastião, Matadouro, Empa e Ribeira d’ilhas. Fazem-se representar com muito poucos indivíduos, por vezes, algumas aves migradoras  permanecem temporariamente na Ericeira, no entanto, as invernantes podem ser admiradas pela manhã na baixa-mar. Algumas aves, quando encontram placas rochosas com bastante alimento, são bastante afoitas, permitindo aproximações até cerca de 5 metros, embora desconfiados e atentos. Têm um voo sem grandes malabarismos, mas, poderoso e robusto. Tem cerca de 38 cm e pesa à volta de 320g.
 
  • Gaivina
  • Gaivina-de-bico-preta
  • Gaivota-argêntea

Gaivota Grande (cerca de 60 cm) com bico e patas amarelas. Dorso e asas prateadas com pontas pretas e “meias elipses” brancas. Só os adultos a partir dos 4 anos são de fácil identificação. É comum durante todo o ano na nossa zona costeira, no entanto os adultos  poderão ser menos na altura da nidificação. A sua dieta consiste em peixe.

  • Gaivota-de-asa-escura

A mais comum das gaivotas portuguesas (cerca de 55 cm), a sua presença é constante na nossa zona costeira embora não seja  nidificante, só os adultos a partir do 4º ano de vida são de fácil identificação: dorso cinzento-escuro, patas amarelo pálido e bico amarelo com uma marca que varia entre tons de vermelho a preto.

  • Gaivota-de-cabeça-preta

Gaivota invernante no nosso concelho, com cerca de 39 cm. No inverno os adulto exibem plumagem branca com pequenas marcas pretas na cabeça, já os juvenis tons de dinzento. No entanto é no fim de Fevereiro que a sua característica principal é notória: a cabeça preta e as patas e bico em “vermelho sangue”. A sua dieta consiste em peixe este ano (2009) ano foram observadas cerca de 60 aves na foz do rio lizandro.

  • Gaivota-polar  Larus glaucoides Kumliemi

Praticamente desconhecida e observada pela comunidade ornitológica, sabe-se pouco dos hábitos destas aves. Embora muito rara na Europa, este ano, em janeiro de 2009 foram observados indivíduos desta subsespécie em diversos locais da Europa e do Atlãntico, sabendo-se de pelo menos um registo nos Açores. Nos dias 1 e 2 de Fevereiro uma Gaivota Larus glaucoides Kumliemi, subespécie da Gaivota-polar, foi observada na foz do Rio Lizandro, foi o primeiro registo para Portugal Continental desta ave. Oriundas das regiões árticas, estas são as gaivotas que vêm do frio, nidificam na ilha de Baffin e no nordeste do Canadá e invernam geralmente ao longo da costa leste do Canadá e E.U.A.

  • Gaivota-tridáctila  Rissa tridactyla

Gaivota com pernas bastante curtas, bico amarelo e pontiagudo, e íris escura. Mede cerca de 40 cm, e raramente aparece junto à costa, e muito menos é observada em terra, passando parte da sua vida no oceano. É uma invernate e migradora de passagem. Foi fotografada 2º feira (16 Fev. 09) pelas 9h na foz do rio lizandro, a sua ocorrencia na costa está relacionada com temporais.

  • Galeirão-comum

Esta espécie, embora de fácil identificação, é muito tímida e, dificilmente se poderá observar a menos de 40 metros sem que se esconda na vegetação mais próxima.  Com o corpo em tons de preto, são os seus olhos vermelhos, e, bico e fronte de cor branco, que torna esta espécie tão atractiva na sua descoberta. Tem cerca de 40 cm, e no nosso concelho, observar esta espécie, apenas será possivel em locais onde não haja corrente, e com matéria vegetal disponível para a sua alimentação. A sua permência no nosso concelho está dependente do caudal das ribeiras. Sempre que houver grandes variações de caudais, esta espécie tende a sair do nosso concelho. Neste Inverno apenas detectei 2 aves na zona das Amoreiras (Carvoeira)

  • Galinha-d'água

Espécie facil de identificar devido às suas cores muito particulares: corpo com tons de preto, olhos e fronte vermelhos, bico vermelho e amarelo,  patas em tons de amarelo e as penas infra-caudais em branco. Amplamente distribuida no nosso concelho, tem cerca de 33 cm, e habita perto de ribeiras, ou em lagoas de água doce que oferecam condiçoes de alimento disponivel. A sua alimentação consiste em matéria vegetal, moluscos, sementes, e insectos. Em qualquer época do ano será fácil observar esta espécie, embora cautelosa permite aproximações favoráveis. Ao longo da Ribeira de Mafra-gare até à Foz do Lizandro existem cerca de 60 casais ao longo do ano

  • Garajau-comum

Ave comum no nosso concelho, muito elegante e exímia mergulhadora. Tem cerca de 40 cm e surge na zona costeira da Ericeira, particularmente, na Praia de São Sebastião, Empa  Ribeira d’Ilhas e ainda na zona portuária. Pode ser observado com mais rigor na praia mar, altura em que vem a terra para tomar banho e aprumar as penas (permite aproximações até cerca de 20 metros). Em geral, quando em terra, permanece sempre no limite da maré. É um invernante e por vezes pode ser observado em bandos de 20 individuos. A sua principal característica é o bico preto com com a extremidade amarela, no entanto, a cor do barrete varia muito do inverno para o verão, respectivamente, testa branca e barrete totalmente preto. A ave na foto é um adulto no fim do inverno. A sua dieta consiste exclusivamente em peixe.

  • Garça-boieira
  • Garça-branca-pequena  Egretta garzetta 

Ave que chega ao nosso concelho por altura do fim de Agosto, permanecendo por cá até ao início de Abril. Com cerca de 57 cm, dependendo da postura, já que com o pescoço esticado poderá ser mais alta, pode ser vista entre a Ribeira de Cheleiros e Foz do Lizandro, ou mesmo na Ribeira de Monfirre perto de S.ta Eulália, ainda pode ser vista em campos alagados, restolhos, ou na Baixa mar na praia de São Sebastião. Normalmente patrulha as margens dos rios á procura de peixes, anfíbios e insectos que fazem parte da sua dieta. As principais características além do corpo todo branco são os seus pés amarelos bem como bico e tarsos pretos, quando voa o pescoço permanece encolhido. Todos os anos recebemos no nosso concelho cerca de 3 a 8 indivíduos.  Grosso modo nidificam em colónias no Ribatejo, Alentejo e Algarve.

  • Garça-real  Ardea cinerea

A garça-real é a maior ave  que normalmente pode ser observada no nosso concelho. Permanece por cá entre fins de Agosto e meados de Março, à excepção das não reprodutoras, que passam cá a primavera. Com o pescoço destendido têm cerca de 1 metro, no entanto quando patrulha as margens dos rios ou permanece alerta poderá ter cerca de  metro e meio o que permite óptimas observações. A zona preferida desta espécie é ao longo de todo da Ribeira de Cheleiros até à foz do Rio Lizandro, no entanto  podem ser observadas em terrenos agrícolas, em pequenas charcas entre outros lugares que justifiquem a procura de alimento. Peixes, anfíbios e roedores são a sua dieta. Com o bico em tons amarelados, o cinzento e branco são as suas cores predominantes, em vôo tem o pescoço encolhido. Todos os anos invernam cerca de 7 aves no nosso concelho, no entanto poderemos ser visitados por aves dos concelhos confinantes.

  • Garça-vermelha 
  • Goraz  Nycticorax nycticorax

Embora muito escassa, apareçe com frequencia em algumas zonas humidas do País. No nosso Concelho só poderá surgir ao longo da Ribeira de Cheleiros (eventualmente Rio Lizandro), concretamente pela alimentação: peixe, enguias, batráquios, cobras de água. Com hábitos crepusculares e nocturnos pode também ser observada de dia. Tem cerca de 62 cm , asas e  barrete preto, dorso cinzento e ventre cinzento clarinho. As patas são amarelas e  os olhos vermelhos. A ave aqui fotografada permaneceu em Cheleiros durante Julho e Agosto de 2008, e,  foi com muito orgulho que pude contar com a colaboração de dois habitantes daquela região e moradores à beira do rio, que durante várias tentativas me ajudaram com indicações precisas sobre a hora onde ela ia alimentar-se, ou qual a árvore onde ela permanecia durante o dia. A sua permanencia neste local após a nidificação e já em migração,  indica bem o valor natural da zona de Cheleiros.

  •  Guincho   Larus ridibundos

        

Ave da família das gaivotas. Tem  cerca de 36cm e pesa à volta de 250g. . Espécie comum no Concelho de Mafra, desde meados de Julho a fins de Abril e tal como as outras gaivotas, só os adultos com 3 anos de idade e com plumagem nupcial, são facilmente identificáveis. No entanto podem ser confundidos com os adultos de Gaivota-de-cabeça-preta, embora as pontas das asas dos Guinchos sejam pretas. Por vezes alguns adultos não reprodutores podem ser observados no verão. Podem ser observados ao longo de toda a costa do nosso concelho, embora sejam vistos com mais facilidade na foz do rio lizandro.  Aqui, pela manhã, costumam reunir-se em colónia, para tomarem os seus banhos, aprumarem  e limparem a plumagem. A sua dieta consiste em invertebrados, sementes e pequenos peixes. É ainda provável, entre os meses de Setembro a Novembro, quando as terras estão a ser preparadas para cultivo, que os guinchos sejam observados longe da costa. Nesta altura procuram insectos que tanto apreciam. Quando se encontram em colónias são bastante ruidosos e por vezes “briguentos”, especialmente quando disputam a alimentação. Pode ser observado na água, a caminhar pelos campos, nas praias, ou em cima de postes e paus largos. Possui um voo directo e forte, sendo capaz de manobras bruscas quando em dias ventosos

  • Maçarico-bique-bique

A perícia na localização e na identificação de algumas espécies não se adquire facilmente, e esta ave é disso um bom exemplo. Com cerca de 23 cm, plumagem preto-esverdeada e patas verde-cinza, é o seu uropígio branco quando exibido em vôo, que permite a sua localização. Será uma das aves mais difíceis de observar no nosso concelho, quer devido ao numero de indivíduos que por cá podem ser observados, quer pelo tipo de ambientes onde procura alimento. O local mais favorável para boas observações sera ao longo de toda a Ribeira de Cheleiros até a foz do lizandro, ou na Ribeira de Monfirre perto de Santa Eulália. Normalmente solitário, chega ao nosso concelho a meados de junho e fica por cá até às grandes chuvas. Tem preferência por zonas de águas calmas ou salobras, particularmente em zonas de açudes ou em locais onde as margens sejam altas e de pouca visibilidade. Insectos, vermes, larvas são a sua dieta.

  • Maçarico-das-rochas

É no início de julho que esta pequena limícola castanha e branca com patas verde-cinza chega ao nosso concelho. Tem cerca de 18 cm e embora com algumas características da ave acima descrita, não é tão timido nem tão escaço. Foz do lizandro, Ribeira de Cheleiros, ou de Monfirre serão os locais ideais para boas observações, no entanto há que investir a procurá-los. Muitas vezes andam juntos à espécie em cima referida e poderão ser observados em pequenas lagoas de apoio ao gado. A sua presença no nosso concelho consiste muito na mudança constante que as ribeiras vão sofrendo devido as massa de àgua que por vezes nelas decorrem. A melhor altura do ano para observá-los será entre julho a Setembro, pois temos os que estão de passagem e os que por cá passam o Inverno. A sua dieta consiste em insectos, aranhas e vermes.

  •  Maçarico-galego  Numenius phaeopus 
           
 

Uma das maiores limícolas da avifauna do Concelho de Mafra com bico longo e curvado para baixo. Todos os anos é comum haver cerca de 10 invernantes na costa da Ericeira e podem ser observados mais particularmente em: Ribeira d’ilhas, Empa, São Sebastião, Matadouro e Algodio. Procuram alimento (invertebrados) nas placas rochosas descobertas pela maré e junto à rebentação, sempre em grande azáfama, pois, grande parte do tempo, têm de partilhar o mesmo espaço com a actividade humana. Na maré alta, procuram locais isolados para descansar. Nessa altura, passam grande parte do tempo a descansar sobre uma pata, imóveis e com a cabeça “aninhada” no dorso.Estas aves podem ser observadas entre Agosto e Abril, e, embora sejam aves vistas na costa, poderão ocorrer também em prados costeiros alagados não muito longe da zona costeira. São aves que por vezes são muito ruídosas, e sempre que perturbadas, levantam voo ao mesmo tempo que emitem vocalizos que mais parecem assobios humanos. Têm um voo sem grandes manobras, mas, poderoso e robusto. Pesa cerca de 500g. E tem cerca de 40 cm. Permitem aproximações até cerca de 20 metros. 

  •  Maçarico-real
  •  Mergulhão-pequeno
  •  Narceja-comum
  • Ostraceiro  Haematopus ostralegus 

Os ostraceiros destacam-se de qualquer ave a observar ,e, é  fácil descobri-los no meio das rochas onde procuram alimento. As suas cores predominantes são o preto e o branco, sendo as patas de tons rosados, e o bico de cores que variam com a maturidade: tons de laranga para os juvenis, vermelho para os adultos. No nosso País, esta ave é uma espécie pouco comum e tem hábitos essencialmente costeiros. A ocorrência desta aves  no nosso concelho, desde há muitos anos, parece ser regular entre Setembro e Abril. Todos os anos cerca de 15 a 20 individuos podem ser observados entre a praia do Norte e Ribeira-d’ ilhas. É de manha pela baixa mar que é possível boas observações, pois há grande avtividade entre as aves na procura e disputa pelo alimento.

  • Papa-ratos  Ardeola ralloides

Esta ave será um troféu para quem a avistar, pois é uma raridade e consta como tal no contexto nacional. Observá-la no nosso concelho, apenas será possivel na foz do rio Lizandro, durante o periodo da migração, por altura de Abril ou então entre Agosto e Outubro. Terá de ser ao longe e com binóculos, ou então, com camuflagem, naturalmente depois de se saber a sua permanencia, será necessário chegar antes do nascer do sol para não se ser detectado. Tons de castanho, amarelo, laranga e branco, fazem parte da sua plumagem. Em voo as suas asas são totalmente brancas. Tem cerca de 46 cm e a sua alimentação, consiste em peixes, anfíbios, insectos e eventualmente ratos. Curiosamente, também contei com a colaboração de agricultores da zona que me deram a valiosa informação. Este Papa-ratos esteve cerca de uma semana na foz do lizandro no mês de Maio.

papagaio-do-mar 

 

perna-vermelha-comum

 

pilrito-comum

 

pilrito-das-praias

 

pilrito-de-bico-comprido

  •  Pilrito-escuro  Calidris maritima

O pilrito-escuro é uma ave com cerca de 21 cm e ao longe a sua silhueta é muito parecida com a da Rola-do-mar. Sendo pouco exuberante na plumagem, devido aos tons acinzentados que exibe, a sua identificação e localização não é simples, pois muitas vezes encontrava-se no quebra mar da praia dos pescadores, já de si de difícil acesso (neste momento em obras), ou então na plantaforma rochosa da praia dos Coxos. No entanto as suas patas e parte do bico de cores amareladas, são uma ajuda fundamental para a sua identificação. Na costa da Ericeira onde costuma ocorrer,  geralmente é observado isoladamente ou em pequenos grupos até 3 indivíduos. Ocorre só como invernante e apesar de muito raro, é regular no ano seguinte no seu local de invernada. Sendo de facil aproximação, proporciona boas observações enquanto busca alimento nas algas das rochas (moluscos, crustáceos).

  • Pilrito-pequeno
  •  Rola-do-mar  Arenaria interpres 

Uma das poucas aves aves que permite uma aproximação quase total. É sem duvida a Limícola mais representada no nosso Concelho. Á excepção da altura de nidificação, cerca de cem aves todos os anos podem ser observadas ao longo de todas as praias e zonas rochosas da Ericeira, sendo mesmo observadas dentro da vila nos pequenos jardins com relvados em busca de alimento (insectos) . Rechonchudas e compactas, têm patas alaranjadas. Com um padrão bem recortado, peito e barriga brancos, possuem ainda um babete preto bastante característico. A plumagem por altura da Primavera altera-se, passando a ter cores laranja-amareladas no dorso e a cabeça mais branca com pequenas listas pretas. Esta é uma das aves que corre algum risco, uma vez que muitos dos pequenos jardins da ericeira são tratados com produtos que poderão afectar os animais, conforme se pode ler em algumas das suas tabuletas.

  • Seixoeira  Calidris canutus 

Ave com cerca de 24 cm, de aspecto rechonchudo e compacto quando busca alimento, mas muito elegante quando permanece alerta ou na limpeza das penas. Com plumagem em tons de cinza e bico preto, são as suas patas de cor verde azeitona que se destacam na sua plumagem de inverno.
Pouco comum em Portugal, é mais vezes observada isolada ou em pequenos grupos, do que em bandos
e no nosso concelho é geralmente pouco numerosa. Pode ser observada ao longo de toda a costa da Ericeira, mas a Praia de Sâo Sebastião e Empa na Ericeira, é o local de eleição para estas aves, porém a sua cor não facilita boas observações. No entanto não é de dificil aproximação, quando esta for feita muito devagar e sem nunca olhar directamente para a ave. Na baixa mar pela manhã é a melhor altura para observar esta ave enquanto busca alimento (moluscos, crustáceos e vermes), pois não está tão alerta e é mais tolerante.

  • Tarambola-cinzenta

Depois de nidificar no norte da Europa são sobretudo juvenis que no início de Setembro chegam à Ericeira, nomeadamente: Praia de São Sebastião, Empa e eventualmente Ribeira d’Ilhas. É uma ave que passa despercebida devido aos tons cinzentos da sua plumagem de Inverno, permanecendo por cá até ao início de Abril. Compacta e com cerca de 27 cm, pode ser observada com facilidade na baixa mar pela manha com a luz solar favorável. A sua dieta é constituida por moluscos, crustáceos e vermes marinhos. As principais características são o bico preto e patas  em cinzento-escuro. Todos os anos invernam nas praias da Ericeira cerca de 15 individuos e embora possam ocorrer outras aves de passagem, dificilmente se poderá observar estas aves noutros lugares do concelho.

  • Tarambola-dourada

Ave muito semelhante à anterior em tamanho e que nidifica no Norte da Europa bem como no norte da Grã-bertanha. No nosso concelho costuma aparecer em bandos e em zonas de pastos e terrenos agrícolas alagados (ex:Freguesia de Sto.Isidoro, Encarnação) por meados de Novembro até ao fim de Março. Em campo aberto requer muita prudência na observação, pois está sempre alerta e pronta a fugir. No período que premanecem no nosso concelho apenas podemos observar a sua plumagem de Inverno, totalmente diferente da de verão. O seu padrão bem defenido com tons de dourado, não oferecem dificuldades de identificação. Minhocas insectos e sementes são a sua dieta. A sua presença, depende muito do tipo dos terrenos disponíveis que escolhe, por vezes a presença de um predador, pode ser motivo para não mais voltar a esse lugar, no entanto, se não for muito perturbada, poderá permanecer grandes períodos no mesmo local

torda-mergulheira